quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

EXPERIENCIA PRÉPROJETIVA 05-12-2009

A aula prática de técnicas projetivas do CIP aconteceu num final de semana de início de dezembro.
Na aula anterior, eles haviam precavido a todos para que trouxessem na aula prática uma roupa de cama e demais acessórios (manta, travesseiro, roupas leves, etc...). Eu faltei nesta aula.

Apesar do esforço (validíssimo, por sinal) por parte da professora Miryan em me ligar e passar as recomendações por telefone durante a semana, acabei não levando-as muito a sério. No dia da prática, considerei apenas aparecer de roupas leves. Um mico.

A sala era outra. O ambiente, frio. Espalhados pelo chão estavam colchonetes azuis para o mesmo número de alunos.

Vergonha no início. De um lado estavam as camas cuidadosamente montadas das alunas, e do outro estava eu, apenas com a roupa (leve) do corpo e o desejo de projetar-me. Arrumei apenas um lenço de papel (mico!) para escorar a cabeça (colchonete com marca de gordura de cabeça ninguém merece ganhar) e considerei-me pronto para a aventura.

Neste dia eu entendi o significado da frase "ambiente preparado extrafisicamente", pois foi graças a esta preparação que eu pude observar as fases (iniciais) de uma projeção da consciência.

Até então, eu havia aprendido sobre os estados de consciência conhecidos como vigília física anterior (ordinária), sobre os estados alterados de consciência e sobre a vigília física posterior. Havia aprendido sobre os "gaps" existentes entre o estado de relaxação e a experiência projetiva. "Gaps" são momentos de blackout consciencial, no qual não lembramos de coisa alguma, experiência muito comum nas projeções lúcidas.

Na verdade, o "gap" está presente em 90% das experiências fora do corpo, mas há projeções na qual o experimentador acompanha todo o momento de sua "decolagem". Ele rememora cada uma das fases, desde o estado de relaxação, passando pela experiência projetiva até o posterior retorno ao corpo físico. Todo esse processo é rememorado mais tarde pelo projetor.

Agora, voltando à minha experiência pessoal, acredito que a sala em que estive estava preparada para "facilitar" este processo. Acredito nisso baseando-me (com muito orgulho) no Princípio da Descrença, porque devo dizer que lembrei-me da relaxação, lembrei-me do desconforto por causa do frio nos membros e lembrei-me da chateação que seria não haver experiência alguma. A mesma chateação de ter que esperar em uma mesma posição (decúbito dorsal) pelo fim da prática. O frio, apesar de desagradável, não era insuportável. E acredito que ele deva ter contribuído positivamente para a experiência. Lembrei-me que, por um brevíssimo momento eu tive um sonho (ou devaneio). Este sonho perdeu toda a importância diante do que veio a seguir.

Já adianto que não foi uma experiência projetiva. Foi algo mais para "pré-projetivo" mas cujas sensações são de suma importância no meu aprendizado. Em termos parapsíquicos, isso foi o que de mais sensacional aconteceu comigo.

Eu vivenciei, pela primeira vez conscientemente, uma experiência de REM.

REM vem da expressão inglesa "Rapid Eyes Movement" e caracteriza a fase do sono em que estamos no estado alfa, ou ainda, no momento mais profundo dele. Neste momento, ou estamos sonhando ou totalmente apagados (o momento do "gap", por assim dizer) mas nunca conscientes, nunca observando!

Neste dia eu fiquei consciente e pude sentir (com os olhos fechados, naturalmente) meus globos oculares revirarem com rapidez nas suas órbitas e ao mesmo tempo, senti... lá vem... "a minha consciência levitar e ganhar altura". Eu nada vi. Mas senti tudo isso. E quando percebi que volitava, que aquilo era "pra valer", imediatamente meu coração disparou. De modo que tive de dizer a mim mesmo, "calma Cilo" (agora eu pergunto: será que fui eu mesmo que disse isso?). À medida que meu coração voltou ao normal, eu parei de sentir o REM e vi que "estava de volta".

Treinamos ao fim desta aula a rememoração desses eventos e depois anotamos tudo. Neste curso CIP eu era conhecido por ser a "pedra" da classe, por não sentir nada. Algo que definitivamente mudou a partir deste dia.

SONHO - 04/12/2009

Sonhei com um comércio de verduras. Ficava nos fundos de uma igreja antiga, em uma espécie de anexo. As verduras tinham um tamanho avantajado, não porque eram geneticamente modificadas, mas porque passaram por diversos processos de enxertos.
Lembro de ter tirado uma foto digital de mim mesmo enquanto estava lá e que deveria mostrar esta foto a alguém (?), não lembro quem. Seria essa igreja Montmartre?



SONHOS - 29-11-2009

Sonhei novamente com os elevadores horizontais. Grandes cabines de metal iluminadas por luzes fluorescentes que possuem portas automáticas dos dois lados. Há uma total falta de controle no manuseio destes elevadores e sua velocidade é demasiada elevada para um elevador comum. Quando ele para, não se sabe qual das portas se abre. E quando ele recomeça a correr, não se sabe se será na vertical ou na horizontal. O prédio que abriga esses elevadores é de uma financeira, banco ou corretora de títulos . Há algo de mundano, de vil, e desprovido de qualquer aconchego ou personalidade neste prédio (ele lembra bastante outro lugar em que trabalhei, o "Banco Bandeirantes").
Quando estou num desses elevadores, lembro que nunca consigo chegar ao meu destino, neste caso, a saída. Há uma sensação de desconforto e desespero por eu não chegar onde quero ou por não conseguir o que quero.

SONHO - Dia 28 de novembro de 2009.

Este é um sonho do qual não tenho rememoração alguma. Nem mesmo depois que tornei a escutar o áudio (gravado logo após eu acordar) eu lembrei de qualquer informação. Assim sendo, achei melhor fazer uma transcrição "ipsi literis" do áudio, para que não se perca detalhe algum: "

SONHO - Dia 27 de novembro de 2009.

Sonhei que eu possuía duas versões do livro "Projeciologia", uma atual e outra de 1986. Nesta, eu tentava limpar uma mancha que estava no canto superior direito dele.

SONHO - Dia 22 de novembro de 2009.

Este é mais um daqueles sonhos em que estou em antigos lugares que trabalhei. Já cansei de sonhar que voltei a ser garçom, que voltei a trabalhar em room service de hotel, que voltei a trabalhar nas Indústrias Villares (lugar odioso em que eu era "menor aprendiz").
Voltei para um lugar que era um misto de Villares com Hotel Caesar Park (outro lugar em que trabalhei) e nesta empresa mista eu lutava pra comer um misto (sanduíche) sem ser descoberto. Possivelmente o ambiente industrial repressivo da Villares juntamente com o ambiente de alimentos típicos de um hotel (além da fome com que eu fui dormir nesta noite) desencadearam este sonho. Ridículo, é o mínimo que posso dizer disso.

SONHO - Dia 01 de novembro

Uma praia australiana. Eu sabia que a aquela praia era australiana, mas não sabia como eu havia obtido aquela informação. Haviam sinais na areia. Feitos por mim e por mais alguém. Era de noite. É tudo o que lembro.

sábado, 19 de dezembro de 2009

Num dia qualquer, eu comprei um revista!

Tinha 22 anos na época. Lembro que passei em uma banca de jornal perto da casa da Vila Amália e me deparei com uma revista Planeta com uma matéria de capa interessante: Projeção Astral! A matéria falava sobre as pesquisas promovidas nesta área e entrevistava o seu principal expoente: o médico, dentista e lexicógrafo Waldo Vieira!

Confesso que a carga de informação foi tamanha que desconfiei de imediato do conteúdo daquela revista ser fantasioso. Mas do mesmo modo que acontece com tantas outras informações que passam a fazer parte de nossa vida, estas também passaram a vir de outras fontes (colegas de escola e de amigos da então namorada) e julguei-as relevantes depois de matutar sobre o tema e verificar as verossimilhanças.

Não demorou muito para que eu comparecesse a uma palestra pública do professor Waldo Vieira nas instalações do IIPC da rua Augusta. Graças a um pré requisito que eu possuía àquela época (era recém saído do espiritismo) consegui entender um mínimo do que ele disse. Mas ainda assim, lembro de sua autoridade moral, de sua eloquência e do tremendo recado que ecoou em minha cabeça durante anos: não estávamos ali por acaso!

E então fiquei 14 anos sem tocar no assunto.

Ainda não sei exatamente a causa desse hiato. Ainda estou buscando a razão de ter me ausentado por tanto tempo. Só sei apenas que foi um tempo perdido e que nunca mais será recuperado. A perda poderá apenas ser minimizada.

Acabei de concluir um dos cursos básicos (de boas vindas?) do IIPC chamado CIP1, e as impressões não poderiam ser melhores. Conheci gente interessante, interessada em evoluir e também na minha evolução como consciência. Empolguei-me muito com as atuais possibilidades de aprimoramento estendidas a mim pelo instituto. Estou curioso em conhecer as instalações do CEAEC e 2010 descortina-se como um ano cheio de promessas neste sentido. Não vou me empolgar. Nem quero. Já pisei na bola há 14 anos e não poderia passar por essa melancolia de novo. Apenas seguirei adiante no meu compromisso (que ainda não sei bem qual é) de aprender o máximo que puder, no menor prazo possível, e divulgar da melhor maneira que puder o que tiver aprendido IIPC.

Acho que uma forma boa de divulgar estes conhecimentos é através da utilização deste blog. Será o meu diário de experiências pessoais, misturado às minhas experiências com os cursos, palestras e seminários do IIPC. Tudo devidamente separado por 'tags', assim você não terá problemas em separar os tópicos. Sua opinião é muito importante. Preciso dela. É através dela que terei noção de que rumo tomar na condução destas páginas.

Saudações,







quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Estreia!

Vivenciando Você é o meu diário pessoal. Trata das experiências que tive com o que conhecemos por parapsiquismo. Ou se preferir, a capacidade que o ser humano tem de perceber a realidade à sua volta além dos cinco sentidos físicos. É um diário. É um caderno de anotações. É um "log book" para eu não perder o fio da meada, pois quando se está em um território desconhecido e sem definições, a melhor coisa a se fazer é escrevermos tudo.

Achei também fantástica a frase pregada à parede da sala de aula do IIPC: "Não acredite em nada! Nem mesmo no que falamos aqui no instituto. Tenha as suas próprias experiências!". Acho que esta frase se aplica como uma luva nos tipos de experimentos que desejo realizar.